Sono: o pilar de vida que a rotina não deveria sacrificar

5 de junho de 2026
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Muitas pessoas tratam o sono como a primeira coisa que pode ser sacrificada quando a rotina aperta. Dorme-se menos para trabalhar mais, resolver pendências, assistir a mais um episódio, responder mensagens ou tentar “ganhar tempo”.

Mas o corpo não entende o sono como sobra de agenda. Ele entende o sono como necessidade básica.

Dormir bem é fundamental para a saúde física, mental e emocional. O sono influencia disposição, memória, concentração, humor, imunidade, metabolismo e produtividade.


Sono não é tempo perdido

Durante o sono, o organismo realiza processos importantes de recuperação. O cérebro organiza informações, o corpo regula funções hormonais e várias atividades internas acontecem para manter o equilíbrio.

Quando o sono é ruim de forma frequente, a pessoa pode perceber consequências no dia seguinte: irritabilidade, dificuldade de concentração, cansaço, dor de cabeça, sonolência, queda de rendimento e maior vontade de consumir alimentos mais calóricos.

A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde orienta adultos a adotarem rotina de horários para dormir e acordar, com 7 a 9 horas de repouso, além de evitar cafeína pelo menos 6 horas antes de dormir e bebidas alcoólicas 4 horas antes. 


Quantidade e qualidade importam

Dormir muitas horas nem sempre significa dormir bem. Algumas pessoas passam tempo suficiente na cama, mas acordam cansadas, roncam intensamente ou têm sonolência excessiva durante o dia.

Por isso, o cuidado com o sono envolve duas perguntas:

Estou dormindo tempo suficiente?
Estou acordando descansado?

Se a resposta for “não” com frequência, vale observar a rotina e, se necessário, procurar avaliação profissional.


O que atrapalha o sono?

Na vida adulta, alguns fatores aparecem com frequência:

• excesso de telas à noite; 

• horários irregulares; 

• cafeína no fim do dia; 

• refeições pesadas antes de dormir; 

• álcool; 

• estresse; 

• preocupação com trabalho; 

• falta de atividade física; 

• ambiente claro, barulhento ou desconfortável. 

A ideia não é culpar a pessoa por dormir mal. Muitas vezes, o sono é afetado por condições de trabalho, responsabilidades familiares, ansiedade, dores ou problemas de saúde. Mas identificar fatores modificáveis pode ser o primeiro passo.


O que fazer na prática?

Alguns ajustes simples podem ajudar:

• tentar dormir e acordar em horários parecidos; 

• reduzir telas antes de deitar; 

• criar um ritual de desaceleração; 

• evitar cafeína no período da noite; 

• deixar o ambiente mais escuro e silencioso; 

• evitar refeições muito pesadas antes de dormir; 

• praticar atividade física regularmente; 

• não usar a cama como extensão do trabalho. 

Nem tudo precisa mudar de uma vez. Para muitos adultos, escolher um hábito para ajustar já é um começo.


Quando procurar ajuda?

É importante buscar avaliação profissional em casos de:

• insônia persistente; 

• ronco alto; 

• pausas na respiração durante o sono; 

• acordar sufocado; 

• sonolência excessiva durante o dia; 

• dor de cabeça ao acordar; 

• irritabilidade intensa; 

• queda importante de rendimento; 

• uso frequente de medicamentos para dormir sem acompanhamento. 

Apenas um profissional pode avaliar se existe algum transtorno do sono ou outra condição associada.


Dormir melhor é viver melhor

Sono não é luxo. É base. Quem dorme melhor tende a ter mais energia, mais clareza mental, melhor humor e mais capacidade de cuidar da própria saúde.

Em vez de pensar no sono como tempo perdido, vale enxergá-lo como investimento diário em vida, equilíbrio e prevenção.